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Polêmicas, W.O., crises e inovações: uma retrospectiva da Série B


Com uma vitória por 2 x 0 no último sábado (30) o Bragantino passou pelo CRB e coroou a conquista da Série B com mais três pontos. Campeão com cinco rodadas de antecedência, o Massa Bruto liderou de ponta a ponta e fez a festa no Nabi Abi Chedid.

Muito superior aos concorrentes pelo acesso, o Braga – com o generoso aporte financeiro da Red Bull – retorna à Série A depois de 21 anos.

“Um time do interior campeão. É uma emoção muito grande, de colocar esse time de volta no seu devido lugar”, afirmou Marquinho Chedid, presidente do clube.

Divulgação/CBF

O G-4 da Segundona teve emoção até o fim. De Sport, Coritiba e Atlético-GO – os demais times que garantiram o acesso – somente o Leão da Ilha assegurou a vaga com antecedência. Foi com uma virada para cima da Ponte Preta, na 37ª rodada, que o time pernambucano conquistou o acesso.

Mas para Coritiba e Atlético-GO a tarefa foi mais difícil. A última rodada chegou com duas vagas à Série A em aberto. A dupla concorreu com América-MG, que perdeu para o São Bento e ficou fora da primeira divisão.

 Desespero do Figueirense

Patrick Floriani/Figueirense

Dentro de campo o Figueira lutou e conseguiu evitar a queda à Série C. Além disso, nos bastidores, o time catarinense não teve vida fácil. Crise, greve e W.O.: o pior ano na história do alvinegro.

Os meses de salários atrasados no Orlando Scarpelli resultaram no W.O. do clube frente o Cuiabá, no dia 20 de agosto, dando início a uma crise sem precedentes. Dias depois a Elephant, empresa que era responsável pela administração do alvinegro, comunicou à CBF que o clube iria sair da disputa da Série B.

Porém, afirmando que havia encerrado o contrato com a Elephant, a diretoria do Figueirense conseguiu manter o clube na disputa da Segundona. Com apoio da torcida e empenho de jogadores e comissão técnica o Figueirense saiu da zona de rebaixamento e permaneceu na Série B para 2020.

Rebaixados à Série C e disputa nos tribunais

Se o Figueirense se salvou da degola, o mesmo não pode ser dito para Londrina, São Bento, Criciúma e Vila Nova. Foi, inclusive, o empate do time de Florianópolis em 0 x 0 com o CRB que decretou a queda quádrupla.

Rebaixado, o Londrina afirmou que vai levar a disputa por uma vaga na Série B 2020 para os tribunais. Primeiro na zona da degola, o clube paranaense pede uma punição ao Figueirense pelo W.O. sofrido na 17ª rodada.

“A gente tinha a previsão, esperava o resultado de todos os jogos. O Londrina vai buscar tudo o que for possível e o que for legal. O Londrina vai até as últimas possibilidades. Nós estamos otimistas, o advogado incentivou entrar e buscar nossos direitos. Vamos aguardar. O trabalho agora é fora de campo”, disse Fábio Canuto, presidente do Londrina.

O caso ainda será avaliado nos tribunais, mas especialistas ouvidos pelo GloboEsporte.com indicam que dificilmente o Figueira perca pontos.

Entrevista sincera demais

Por falar em Londrina, o Tubarão foi protagonista de uma das cenas mais marcantes desta Série B. Após derrota para o Operário por 2 x 1, na 28ª rodada, Sérgio Malucelli, dirigente do clube, deu uma entrevista que não será esquecida tão cedo.

“Pedir desculpas pelo vexame, pela vergonha que passamos hoje. Eu me sinto envergonhado até mesmo de sair na rua. Perder pro time reserva do Operário, o time merece cair mesmo. Eu não culpo tanto os jogadores. Acho que o maior culpado é a diretoria, eu principalmente de contratar essas porcarias que eu contratei”, desabafou o mandachuva.

Arrecadação no barril

Reprodução/Festa na Vila

Em uma última tentativa de conseguir o acesso à Série A, a torcida do Paraná inovou. Na partida contra o Vitória um barril vermelho e azul foi colocado no estádio Vila Capanema com a seguinte mensagem: “Quanto vale uma vitória? Quando vale a primeira divisão?”

A ação deu pouco resultado e o Tricolor da Vila não conseguiu o acesso.


Foto: Divulgação/CBF