Onefootball
Nathalia Araújo

Para Andressa, não há ‘pressão nenhuma’ pela conquista da Champions


Antes do tão aguardado confronto entre Tottenham e Liverpool, pela Liga dos Campeões, o mundo voltará os olhos – ou pelo menos deveria – para a grande final da edição feminina do torneio.

Neste sábado, às 13h de Brasília, Lyon e Barcelona entram em campo para decidir quem leva o troféu para casa. Enquanto a equipe francesa tem experiência em finais e é o time com mais títulos da competição (cinco), o clube catalão vai decidir a taça europeia pela primeira vez.

O primeiro título do Barça pode passar pelos pés de uma brasileira – a única presente na final do maior torneio de clubes da temporada feminina. Andressa Alves, meio-campista da Seleção Brasileira, pode ser a primeira representante do nosso país a ser campeã da Champions desde Rosana em 2012 – exatamente com o Lyon, adversário deste sábado.

Contudo, quem acha que a jogadora se sente pressionada por todos esses dados está muito enganado.

“Acho que não tem pressão nenhuma, pelo contrário. Eu tenho que aproveitar este momento porque é muito difícil chegar em uma final, ainda mais de Champions. A gente tem que jogar o nosso futebol e deixar as coisas acontecerem. É claro que ser campeã seria incrível, ainda mais para o futebol espanhol”, contou Andressa, em entrevista exclusiva para o Onefootball.

Barcelona-v-Glasgow-City-UEFA-Womens-Champions-League-Round-of-16-1st-Leg-1558017409.jpg

No caminho até a final, o Barcelona deixou para trás Kazygurt (Cazaquistão), Glasgow City (Escócia), LSK Kvinner (Noruega) e Bayern de Munique (Alemanha).

Apesar de ainda não ter muita tradição no futebol feminino, é inegável o poder que o nome “Barcelona” carrega em sua camisa. Afinal, é um dos maiores clubes do mundo. E Andressa reconhece o quão incrível é fazer parte dessa história.

“Jogar aqui no Barcelona é incrível, né? A gente vem crescendo muito na Europa nos últimos anos, então é um privilégio jogar aqui, vestir essa camisa. Acho que qualquer pessoa gostaria de estar no meu lugar, então eu tento aproveitar ao máximo e agradecer a Deus pela oportunidade”, contou a jogadora.

A prova de que o Barça e o futebol feminino vem se fortalecendo na Europa é a relação com a torcida. Recentemente, uma partida entre a equipe catalã e o Atlético de Madrid bateu o recorde de público do futebol feminino de clubes.

Isso mostra a rápida evolução da categoria na Espanha e, para Andressa, o fato de os clubes quererem dar mais visibilidade às equipes femininas é um dos principais motivos para este crescimento.

“Não só o clássico entre Barcelona e Atlético teve bastante torcida, mas em outros também. Isso é muito bom para o futebol espanhol, ver esse crescimento da modalidade aqui. E é importante esse apoio dos clubes para que as pessoas possam ir aos estádios”.

Rosengard-vs-FC-Barcelona-UEFA-Womens-Champions-League-1558017440.jpg

“Acho que faz muita diferença quando você joga no estádio do masculino, que, com certeza, deixa as pessoas com muito mais vontade de ir aos jogos do que quando a partida é nos centros de treinamento. Acho que isso também faz a diferença”, explicou.

Se Andressa gosta de jogar em estádios lotados, temos uma boa notícia: para a final da Liga dos Campeões, na Groupama Arena (Budapest), os 22.ooo assentos estarão ocupados.

Antes da decisão, contudo, a brasileira já tem um grande motivo para comemorar. Na última quinta-feira, Andressa foi convocada, junto com Marta, Cristiane e companhia, para a Copa do Mundo da França deste ano.