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Homofobia, agressões, prisões, apagão e várzea no Horto: o lado lamentável do clássico


Dentro de campo, dérbi entre Atlético-MG e Cruzeiro foi digno de aplausos, mas fora das quatro linhas existe muito para lamentar

O clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro, neste domingo (2), no Independência, teve de tudo e foi digno de aplausos. A Raposa começou atropelando o Galo e dava a sensação de que iria atropelar. No entanto, com um Cazares possuído e Fred goleador, o Alvinegro virou com grande atuação e mereceu a vitória por 3 a 1. Alternância no cenário do jogo, virada, golaços, grandes jogadas, dribles, confusão, festa… Dentro de campo, o dérbi teve de tudo e foi sensacional. Mas fora dele…

Fora das quatro linhas, não existe muita coisa para se comemorar. A torcida do Atlético-MG fez uma bonita festa, mas, novamente, Belo Horizonte ficou privada de um clássico com torcidas divididas, que tem um clima diferente e uma festa sensacional, como vimos em fevereiro, no duelo pela Primeira Liga.

Além disso, parte da Massa novamente protagonizou lamentáveis cantos homofóbicos durante a partida. O preconceito também foi mostrado antes do duelo, com faixas no entorno do Horto dando boas-vindas irônicas aos torcedores do Cruzeiro.

Do lado celeste também não faltaram atos lamentáveis. Horas antes do duelo, três torcedores da Raposa foram presos pela manhã. O trio, segundo a Polícia Militar, é de uma organizada estrelada. Os três portavam 13 porretes, um soco inglês e uma touca ninja, além de seis ingressos, e confessaram que iam se encontrar com mais torcedores para tentar agredir atleticanos. Dez carros faziam ronda em busca de rivais e buscavam apenas agredir fãs alvinegros.

Dentro do Independência também teve confusão. Como, infelizmente, ocorre frequentemente em clássicos no Horto, a torcida do Cruzeiro, que fica localizada em cima do setor Galo na Veia Preto, arremessou, em diversas oportunidades, copos com bebidas na torcida do Atlético-MG. A tribuna de imprensa, que fica localizada entre os setores, também recebeu alguns copos.

Por conta disso, vários atleticanos reclamaram e pediram providências da Polícia Militar, que fechou os bares do setor onde estavam os cruzeirenses, na tentativa de evitar novos incidentes. Apenas um torcedor celeste foi conduzido pela PM à delegacia. Vários seguidores estrelados reclamaram do tratamento e da atitude da PM.

Como se tudo isso não bastasse, durante a partida, ocorreu uma queda de luz no estádio, que paralisou o jogo durante 14 minutos. De acordo com a LuArenas, responsável pela administração do Independência, o motivo do apagão foi um curto-circuito no setor da Tribuna de Imprensa e dos Camarotes.

Além da queda de energia, a velha falta de estrutura do setor de imprensa mais uma vez afetou o trabalho de vários jornalistas. Como sempre acontece em clássicos e em várias outras partidas, diversos profissionais ficaram sem locais para trabalhar, o espaço não comporta todos os profissionais e, em uma velha reclamação dos jornalistas, a internet continua sendo um problema no Horto. Além de não ser disponibilizado o wi-fi, como acontece no Mineirão, é complicado usar a internet por meio do 4G ou outras formas.