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Cinco lições de Bolívia x Brasil


Equipe de Tite dominou o jogo mas não conseguiu derrotar o adversário na altitude de La Paz

Nem mesmo a altitude de La Paz foi capaz de tirar o fôlego da Seleção Brasileira que teve mais uma boa atuação no empate em zero a zero com a Bolívia. Com muito volume de jogo, a equipe de Tite teve 11 oportunidades e pelo menos quatro chances claras de balançar as redes mas foi parada pelo goleiro Carlos Lampe, que viveu dia inspirado.

Tanto no primeiro tempo, quanto no segundo, a Seleção teve boas oportunidades de vencer a partida e quase não sofreu atrás exceto por uma bola na trave e um chute perigoso dos bolivianos no primeiro tempo.

THIGO SILVA PERDE GRANDE CHANCE

Um dos melhores zagueiros do mundo, Thiago retornou à Seleção graças a Tite, mas desde então segue no banco de reservas. Entrando um jogo ou outro sempre em ocasiões de cartões ou lesões dos concorrentes, esta foi a primeira vez que o zagueiro começou um jogo oficial como titular. Ao lado de Miranda, era hora de analisar o que uma zaga extremamente experiente poderia oferecer a Canarinho.

Mas aos 28 minutos sentiu um desconforto na coxa direita e deixou o jogo dando lugar a Marquinhos, que havia sido titular em todos os jogos das Eliminatórias com Tite.

WILLIAN, DÉCIMO SEGUNDO JOGADOR

Titular nos dois últimos jogos, Willian voltou ao banco de reservas para dar lugar a Coutinho, apesar disso, o meia-atacante não deixou de entrar na partida e foi acionado por Tite exatamente no lugar do jogador do Liverpool, que não foi bem. Com a nova oportunidade, Willian até mostrou disposição mas não impediu o empate da Seleção Brasileira.

Mais uma vez, porém, Tite mostra que o jogador do Chelsea é o seu décimo segundo jogador e só não é titular porque no futebol podem apenas 11 de cada lado. Apesar disso, ele segue vivo na briga por uma vaga com o próprio Coutinho.

UMA SELEÇÃO QUE CONSEGUE SE ADAPTAR

Desde que assumiu a Seleção, Tite vem mostrando que consegue montar um time que se adapta as circustâncias e não foi diferente contra a Bolívia. Mesmo na altitude, com as dificuldades do ar, o time brasileiro tomou conta do jogo e só não saiu com a vitória porque esbarrou em dia inspirado do goleiro Carlos Lampe. Com 3.40 mil metros de altitude, a seleção teve mais de 60% de posse de bola, 11 finalizações e folêgo extraordinário.

DISCIPLINA E COMPROMETIMENTO COM A SELEÇÃO

Com a Seleção classificada e com o primeiro lugar das Eliminatórias garantido, não faltou entrega na altitude de La Paz, também não faltou disciplina. Oito jogadores pendurados entraram em campo e nenhum deles recebeu o cartão amarelo que os deixariam impossibilitados de atuar contra o Chile, em São Paulo. Tite terá todos à disposição em São Paulo e caso algum receba o cartão amarelo não precisar cumprir suspensão na Copa. A regra vale apenas para os cartões vermelhos.

INCÔMODO TABU EM LA PAZ

Nem mesmo a boa atuação da Seleção Brasileira foi capaz de derrubar o tabu de 36 anos sem vitória na altitude de La Paz. Neymar e Gabriel Jesus tentaram e muito mas não conseguiram balançar as redes graças a Carlos Lampe, que teve atuação acima da média. A última vez que o Brasil conseguiu vencer em La Paz foi em 1981, por 2 a 1, com gols de Sócrates e Reinaldo.