Ano eleitoral pode influenciar queda de rendimento do Fla?

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Pleito presidencial no fim de 2018 vem agitando os bastidores da Gávea. Vice de futebol concorre à eleição pela situação

A temporada do Flamengo começou de forma apreensiva, com a saída conturbada do técnico Reinaldo Rueda, ficou decepcionante, com o fraco desempenho do time sob comando de Paulo César Carpegiani, e ganhou ares de euforia na primeira parte do Brasileirão, já com o jovem Maurício Barbieri à frente do time rubro-negro.

Porém, após a pausa da Copa do Mundo, tudo começou a desandar novamente. Perda da liderança do Brasileirão, eliminação na Copa Libertadores e dúvidas. Muitas dúvidas e cobranças. Em rápida pesquisa na internet, o grande culpado pela queda de rendimento da equipe é Maurício Barbieri.

Com a paixão sempre falando mais alto que a razão, o torcedor compara o elenco rubro-negro com uma “Ferrari”, mas que é dirigido por alguém que não esteja acostumado com “tanta qualidade”.

Porém, apesar do futebol nunca ter sido o forte da gestão Eduardo Bandeira de Melo (muito elogiado na administração financeira do Flamengo), o ano de 2018 é especial. É ano de eleição presidencial. E isso, por si só, já poderia abalar as estruturas da Gávea. Mas é ainda mais especial por ser ano em que a “chapa azul”, atual situação, pode continuar ou pode sair após dois mandatos.

Em todos os clubes do Brasil, ano eleitoral é complicado. É quando as movimentações dos bastidores chegam ao “sagrado” vestiário. E o resultado disso, geralmente, não é bom. No Flamengo, o vice de futebol, Ricardo Lomba, é o nome da situação para substituir Bandeira de Melo.

Ao que consta, Lomba continua seu trabalho à frente do futebol normalmente. Mas sempre há um “desvio” de atenção quando se trata de um futuro cargo tão importante. O presidenciável promete apoio e respaldo a Barbieri. Mas, em caso de novos tropeços no Brasileirão ou eliminação na Copa do Brasil, o que será levado em conta: o presente ou a futura cadeira de presidente?